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Delivery

Alternativas ao iFood para restaurantes

Por Equipe Rest FoodPublicado em 7 min de leitura

Dono de hamburgueria fechando pedido de delivery no balcão, com motos de entrega paradas na porta

Por que procurar alternativas ao iFood

Quem procura alternativas ao iFood normalmente não quer sair do aplicativo. Quer depender menos dele. O marketplace traz visibilidade e clientes que nunca ouviram falar da sua loja, e isso tem valor. O problema aparece quando 90% das vendas passam por um canal só: qualquer mudança de regra, de taxa ou de posição na busca muda o seu mês inteiro.

Este texto apresenta as categorias de alternativa, o que cada uma exige e uma forma de calcular quanto vale levar parte dos pedidos para canais próprios. Não há ataque a ninguém aqui: cada canal tem um papel.

O que o marketplace faz bem

Antes de procurar alternativa, reconheça o que você perderia:

  • Descoberta: o cliente que procura "pizza" e encontra a sua loja sem conhecer.
  • Confiança no pagamento: o cliente já tem o cartão salvo no aplicativo.
  • Logística: em alguns modelos, o marketplace oferece entregador.
  • Avaliações públicas: a nota que ajuda o cliente novo a decidir.

Nenhuma das alternativas abaixo entrega descoberta no mesmo volume. Por isso a estratégia mais comum é usar o marketplace para conquistar o cliente e os canais próprios para vender de novo para ele.

As alternativas, por categoria

AlternativaCusto por pedidoTraz cliente novoBase de clientes fica com vocêEsforço para começar
Cardápio digital própriotaxa do meio de pagamentopouco, depende de divulgaçãosimmédio
WhatsApp com link do cardápiotaxa do meio de pagamentopoucosimbaixo
Outros aplicativos de deliverycomissão do aplicativosimdepende do aplicativomédio
Telefone e balcãotaxa do meio de pagamentonãosim, se você registrarbaixo
Retirada no localtaxa do meio de pagamento, sem entreganãosimbaixo

1. Cardápio digital próprio

É um site da sua loja onde o cliente monta o pedido, informa endereço e paga. Funciona no celular, sem instalar aplicativo, e pode ter o seu domínio.

O que muda em relação ao marketplace:

  • Sem comissão por pedido. Você paga a mensalidade do sistema e a taxa do meio de pagamento se o cliente pagar online.
  • O cadastro do cliente (nome, telefone, endereço, histórico) fica com você e pode ser usado para cashback, cupom e campanha, com consentimento.
  • A divulgação é sua: Instagram, sacola, panfleto, QR code no balcão.

Detalhes em delivery sem comissão: como vender pelo próprio site.

O cliente que já conhece a loja chama no WhatsApp. Em vez de anotar o pedido na conversa, você manda o link do cardápio próprio. É a alternativa de menor esforço para quem já tem clientes chamando. O passo a passo está em como vender mais no WhatsApp sem perder pedidos.

3. Outros aplicativos de delivery

Existem outros marketplaces no Brasil, com presença que varia muito por cidade, como 99Food, Rappi, Keeta e Aiqfome. Eles diversificam a dependência, mas continuam sendo marketplaces: cobram comissão, e o cliente é do aplicativo.

Antes de entrar em um deles, pergunte:

  • Quantas lojas do seu segmento estão nele na sua cidade.
  • Qual a comissão e o que ela inclui (entrega, pagamento online, destaque). Peça a proposta por escrito.
  • Se dá para gerenciar os pedidos na mesma tela dos outros canais, para não ter um tablet por aplicativo no balcão.

4. Telefone e balcão

Parece antigo, mas o cliente de bairro ainda liga. O pedido por telefone tem custo zero de comissão, e com um sistema de atalhos de teclado o atendente registra o pedido em menos tempo que a ligação dura.

O ponto crítico é registrar o pedido no sistema, com telefone e endereço. Assim o cliente entra na sua base e você pode mandar o link do cardápio próprio na próxima vez.

5. Retirada no local

Retirada é a alternativa mais barata de todas: sem comissão e sem custo de entrega. Funciona bem para lojas em rua de passagem, perto de escritórios ou em bairro denso. Um desconto pequeno para retirada (por exemplo, 5%) costuma custar menos do que a taxa de entrega que você subsidia.

Quanto vale levar pedidos para canais próprios

A conta abaixo usa percentuais hipotéticos. Substitua pelos números do seu contrato e do seu meio de pagamento.

Suponha uma loja com 600 pedidos por mês no marketplace, ticket médio de R$ 60,00 e comissão de 20% (percentual de exemplo):

  • Comissão por pedido: 20% de R$ 60,00 = R$ 12,00.
  • Comissão no mês: 600 x R$ 12,00 = R$ 7.200,00.

Agora suponha que 30% desses pedidos passem para o cardápio próprio em seis meses. São 180 pedidos por mês.

  • Comissão que deixa de ser paga: 180 x R$ 12,00 = R$ 2.160,00.
  • Taxa do meio de pagamento online, suponha 3% (percentual de exemplo): 180 x R$ 1,80 = R$ 324,00.
  • Mensalidade de um sistema com cardápio próprio, por exemplo R$ 129,90.
  • Divulgação (panfleto na sacola, impulsionamento): suponha R$ 400,00.

Resultado: R$ 2.160,00 menos R$ 324,00, menos R$ 129,90, menos R$ 400,00 = R$ 1.306,10 a mais por mês.

Dois cuidados nessa conta:

  • Entrega: se o marketplace fornecia o entregador e no canal próprio a entrega é sua, inclua o custo do motoboy por pedido. Veja como calcular a taxa de entrega.
  • Pedido canibalizado não é pedido novo: a conta acima mede economia de comissão, não aumento de vendas.

Para fazer a conta completa com a sua margem, veja comissão de app de delivery: como calcular o impacto na margem.

Como levar o cliente do marketplace para o canal próprio

Faça isso com transparência e dentro das regras do seu contrato com cada aplicativo. Leia os termos antes de colocar qualquer material na sacola de um pedido que veio de um marketplace, porque alguns contratos restringem esse tipo de divulgação.

Formas comuns de divulgar o canal próprio:

  • QR code no balcão e na fachada para quem retira ou passa na porta.
  • Instagram e Google: link do cardápio na bio e no perfil da empresa.
  • Vantagem real no canal próprio: cashback, comanda fidelidade ou um item que só existe lá. Preço menor também funciona, porque você não paga comissão.
  • Pedido por telefone e balcão registrado com telefone, para o cliente receber o link na próxima vez.

Qual mix de canais faz sentido para a sua loja

Não existe uma divisão certa para todo mundo. O tipo de loja indica por onde começar.

Tipo de lojaCanal que mais pesa no inícioPrimeira alternativa a ativar
Pizzaria de bairro com clientes antigostelefone e WhatsAppcardápio próprio com link no WhatsApp
Hamburgueria nova, sem clientelamarketplacecardápio próprio com benefício exclusivo
Dark kitchenmarketplacecardápio próprio divulgado no Instagram e no Google
Lanchonete em rua de passagembalcãoretirada com pedido antecipado pelo cardápio próprio
Açaiteria perto de escola ou academiabalcão e retiradacardápio próprio com cartão de selos

Uma regra prática para acompanhar a evolução: olhe a participação dos canais próprios no total de pedidos. Suponha uma loja com 800 pedidos no mês, dos quais 560 vieram do marketplace e 240 de canais próprios. A participação própria é de 30% (240 dividido por 800). Se três meses depois são 300 de 820, a participação sobe para 36,6%, mesmo que o marketplace tenha caído pouco em número absoluto.

O que importa é a direção. Participação própria subindo com faturamento total estável ou crescendo é sinal de que o cliente está aprendendo a pedir direto.

Plano de 90 dias para diversificar

  1. Semanas 1 e 2: coloque o cardápio próprio no ar, com as mesmas fotos e preços revisados.
  2. Semanas 3 e 4: link na bio do Instagram, no perfil do Google e na mensagem de saudação do WhatsApp.
  3. Mês 2: ligue um benefício só do canal próprio (cashback ou fidelidade) e QR code no balcão.
  4. Mês 3: compare pedidos por canal, ticket médio por canal e margem por canal. Decida se vale testar outro marketplace na sua cidade.

Acompanhe a participação de cada canal todo mês. A meta não é zerar o marketplace, é não depender de um só.

Como fazer isso no Rest Food

O Rest Food dá ao restaurante um cardápio digital próprio sem comissão em sualoja.restfood.com.br, com domínio próprio opcional, pagamento na entrega e pagamento online por Pix e cartão (com conta do restaurante no Mercado Pago, PagBank ou InfinitePay). Pedidos do cardápio, do telefone, do balcão e da retirada caem no mesmo gestor, e o relatório de vendas por canal mostra a participação de cada um.

A integração com o iFood (pedidos, status, pausa da loja, importação do cardápio e sincronização nos dois sentidos) está em homologação e ainda não está disponível para as lojas. Integrações com 99Food, Rappi, Keeta, Aiqfome e outros estão em breve. O plano Delivery custa R$ 129,90 por mês, com 14 dias grátis sem cartão.

Perguntas frequentes

Posso ter preço diferente no iFood e no cardápio próprio?

Muitas lojas fazem isso para compensar a comissão. Antes, leia as regras do seu contrato com cada aplicativo sobre paridade de preço e, se tiver dúvida, pergunte ao suporte do parceiro por escrito.

Sair do marketplace derruba as vendas?

Sair de uma vez costuma derrubar, porque o marketplace é a principal fonte de cliente novo para muitas lojas. A estratégia mais segura é manter o marketplace e aumentar aos poucos a participação dos canais próprios.

Cardápio próprio aparece no Google?

Pode aparecer quando alguém busca o nome da sua loja, principalmente se o link estiver no perfil de empresa do Google e no Instagram. Para busca genérica como "pizza perto de mim", o perfil de empresa do Google pesa mais que o site.

Preciso de entregador próprio para usar o cardápio próprio?

Para entrega, sim, ou um parceiro de entrega da sua cidade. Se ainda não tem, comece pela retirada no local e pelos bairros mais próximos.

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